Aquele dia estava quente e tranquilo.
As crianças brincavam nas margens de um rio calmo. Lançavam pequenos barcos de casca de árvore, atiravam pedras para a água e riam tão alto que os ecos reverberavam pela floresta.
De repente, um deles — Ilya, o mais curioso do grupo — reparou em algo estranho.
Uma corda grossa jazia na areia, quase à beira da água. Uma ponta desaparecia sob a superfície turva do rio, enquanto a outra estava enrolada na margem.
“Olha!”, gritou Ilya. “E se houver algum tesouro lá em baixo?”
Mas os seus amigos preocuparam-se imediatamente.
“É melhor não tocares; pode ser só lixo…”, disse alguém, incerto.
“Ou uma armadilha!”, acrescentou outro rapaz.

Apesar do medo, Ilya baixou-se e agarrou a corda. Estava molhada e gelada. Puxou — e sentiu logo resistência. Definitivamente havia algo pesado do outro lado. “Estou a puxar!” gritou, mas os seus amigos já se tinham afastado alguns passos. Um deles riu nervosamente, outro empalideceu.
“Vamos sair daqui!” gritou um deles, e foi o primeiro a fugir.
Um instante depois, Ilya estava sozinho à beira do rio. O seu coração batia forte.
Puxou novamente, desta vez com muito mais força. A corda cedeu lentamente, como se algo pesado deslizasse pelo fundo. A água começou a agitar-se e algo terrível começou a emergir das profundezas.
Ilya gelou, mas não largou a corda. Continuou a puxar até finalmente ver claramente o que tinha subido à superfície. 😱😱

Era um corpo humano. A água escorria-lhe pelo rosto, os olhos estavam fechados e as roupas colavam-se à pele. Uma corda estava enrolada à volta da sua cintura e hematomas escuros marcavam-lhe o pescoço.
ILYA GRITOU DE MEDO. A corda escapou-lhe das mãos, o rapaz deu alguns passos para trás e correu em direção à aldeia. As lágrimas brotaram-lhe dos olhos, a sua respiração estava ofegante de medo, mas não parou por um instante.

Quando os adultos regressaram ao rio com ele, a corrente já tinha arrastado o corpo para mais perto da margem. Mais tarde, descobriu-se que o homem estava desaparecido há mais de uma semana.
E aquela corda — aquela mesma corda — nunca mais ninguém se atreveu a tocar. Ela permanece na margem até hoje, lembrando a todos que, por vezes, uma simples curiosidade pode revelar verdades verdadeiramente aterradoras.